Elisa Lucinda

Elisa Lucinda

sábado, 17 de março de 2012

Família Pareta

Nem sei o que dizer
Sobre tudo que passou
Dois filhos de um mesmo pai
Dois amigos sem amor.

Tudo isso por um nome
Que um disse que criou
Mas o outro é que usa
E famoso com ele ficou.

O que ficou famoso
Até o momento não enricou
Pinta o rosto de branco
Sai por ai a recitar
Nos ônibus e nas praças
Nos eventos aqui e acolá.

Hoje à tarde o encontrei
Num evento que organizou
E então o chamei
Para ir ao Fala Escritor.

Só não sabia da confusão
Envolvendo o tal do nome
O que se disse criador
A sua voz levantou
Exigindo humildade
Do que famoso ficou.
Ainda exigiu mais
Que reconhecesse a autoria
Do tal do nome que criou.

O fuzuê estava armado
Até Carrano aparecer
Falando de Gregório de Mattos
E o cacete a descer.

Disse ele em voz alta
E daí se você criou?
A palavra não tem dono
E outro rumo já tomou.

Mas o Pareta questionado
Soube se defender
Soube ser educado
E não deixou a conversa render.

Mas deixou um recado
De 1836
Uma família de Paretas
E não foi um, nem dois e nem três.

Disse serem italianos
Mas na verdade são espanhóis
Um bando de Paretas
Ainda devem estar entre nós.

Segundo Jorge Carrano
Carlos Pareta ressuscitou
No poeta Ivan de Almeida
Por isso que ele se revoltou.

Não sei qual a importância
De toda essa discussão
Tudo que eu queria ver
Era um aperto de mão
De dois grandes poetas
De dois amigos, dois irmãos.


Sobre os Paretas:
Carlos Pareta y Padrós (Espanha, 24 de junho de 1836  Porto Alegre, RS, Brasil, 9 de março de 1904) foi um dos cinco membros fundadores do Espiritismo no Rio Grande do Sul.
Filho de Maria Padrós e Estevan Pareta, nasceu na Espanha em 24 de junho de 1836.
Teve dois filhos, Hiram Pareta e Ezequiel Pareta (ambos espanhóis que foram morar no Brasil).
Quando a sua mãe morreu em 1870 ele embarcou para Havana (Cuba), permanecendo lá até 1876.
Em 1876 foi morar na Philadelphia (Estados Unidos da América).
Já em 1882 viajou para Montevidéu (Uruguai) para visitar o seu tio Matheus Pareta, quando conheceu o Brasil.
Em 1884 foi para o Brasil, onde abriu um restaurante e mais tarde um hotel, localizados na Rua Vigário José Inácio, no centro de Porto Alegre/RS.
Casou-se com Leopoldina da Fonseca Barandas (brasileira) em 1888.
Naturalizou-se brasileiro e tornou-se membro do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR).
Era membro ativo da Maçonaria e da Sociedade Espírita Allan Kardec.
Em 13 de julho de 1894, reuniu-se com Joaquim Xavier Carneiro, Mercedes Ferrari, Carlos Ferrari e Olavo Ferreira e fundaram o Grupo Espírita Allan Kardec que, mais tarde, seria a Sociedade Espírita Allan Kardec – SEAK.
Até então existia apenas uma Sociedade Espírita no Brasil, localizada no Rio de Janeiro.
Carlos Pareta foi assassinado no dia 9 de março de 1904 e o seu assassino foi condenado a cumprir pena de 30 anos em regime fechado, tendo cumprido 20 anos e sendo liberado. O motivo do assassinato não foi devidamente esclarecido.
Ainda nos dias de hoje está em pleno funcionamento a “Caixa Carlos Pareta”, que arrecada alimentos não perecíveis todos os meses e distribui aos menos afortunados.

No Facebook:
Ivan Pareta Jr - Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Obs: Não sei se há relação com Carlos Pareta.


3 comentários:

Musa disse...

Léo seu poema ficou muito bom... vc soube realmente expressar toda a situação...

Pareta disse...

No final, tudo é poesia

Luccya Duarte disse...

Ficou demaisssssss
Pareta não merecia
toda akela agressão verbal....
mais me tornei fã dele
por ter feito dakelas palavras apenas na sua vida mais um degrau!