Elisa Lucinda

Elisa Lucinda

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Nova tragédia envolvendo casarão tombado.

Muita gente não entende minha posição quando afirmo que seria melhor derrubar os prédios e casarões antigos de Salvador. Tive que explicar na parte de comentários a várias pessoas que se manifestaram contrárias ao meu posicionamento, algumas de forma arrogante inclusive e até mesmo amigos pessoais que não acreditaram no que eu estava defendendo. Fui acusado até de não entender nada sobre política de tombamentos.

Não posso afirmar que sei tudo sobre política de tombamentos, não fiz nenhuma especialização sobre o tema, porém posso dizer que a experiência que temos em nossa cidade nos faz julgar que esses casarões ruínas (não estou falando dos bem conservados e constantemente restaurados) não serão restaurados a tempo hábil e irão desmoronar na cabeça de alguém, como tem acontecido no últimos anos.

Ontem a noite, mais uma pessoa morreu dentro de um desses casarões, um homem de avançada idade que ficou preso aos escombros e ardeu em chamas, pois após o desabamento houve um incêndio. Ao chegar no local o Corpo de Bombeiros foi informado por populares que escutaram os gritos agonizantes do cidadão, mas nada poderiam fazer devido o risco de novos desabamentos.

Alguns questionam que a causa da morte não é o tombamento e sim a má conservação do bem tombado, isso é óbvio, porém a situação está posta, casarões estão em ruínas e caindo com ação das chuvas e do vento e para piorar a situação existem pessoas que não tem onde morar dentro deles, alguns utilizando-se até mesmo como comércio ou prostíbulo. E ai o que fazer? Até quando vão gastar milhões com escoras de ferro? Quantas vidas mais perderemos pela ação do tempo e descaso das autoridades?

Para concluir, sou a favor do tombamento de um imóvel conservado e que antes do tombamento haja um programa de restauração e conservação do imóvel, realizado por todos os interessados no tombamento, estado, prefeituras, IPHAN e proprietário. O Proprietário não pode arcar sozinho com os custos de um tombamento, por isso que em São José do Rio Pardo/SP Diocese e prefeitura são contra o tombamento da Igreja Matriz.

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