Elisa Lucinda

Elisa Lucinda

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Imprensa sacana


Na porta do Hospital Geral do Estado
Encontra-se uma equipe de televisão
Esperando a ambulância do SAMU
Trazer alguém em ruim estado

Ao abrir da porta da ambulância
O cinegrafista já aciona a câmera
E a reportér não perde tempo
Pega o parente pra ser entrevistado

Quem quer saber de desgraça?
Quem quer ver o sangue alheio?
Ninguém está achando graça
De como parte da imprensa ganha dinheiro.

Não ligam para o sofrimento
Nem mesmo para a dor humana
Pensam que é entretenimento
A desgraça da raça humana.

domingo, 17 de maio de 2009

Um olhar no futuro

Enxergar o futuro
É mais do que ter visão
É refletir nas ações do presente
Almejando a vitória sonhada
Entregando o próprio coração

É lutar e vencer obstáculos
Segurar-se nas mãos do Divino
E se algum dia cair...
Levantar sorrindo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Capa e contra-capa


Comentando o poema “Somos Iguais”:

Sentimental ♥ disse...

eu não acho q seja diferente, todo mundo é igual,
em tudo, tirando pequenos detalhes que fazem alguns
serem mais especiais q outros... e vc é assim, especial...
www.sentimentoemletras.blogspot.com


Comentando o poema “Janelas Fechadas”:

Vivi Lima disse...

Fecham-se as janelas e alguns com isso conseguem
fechar os olhos e o coração... Muito bom seu texto!!!
www.aondeeuestavamesmo.blogspot.com


Delirium disse...

Profundíssimo! Um convite à reflexão do sofrimento coletivo!
As pessoas estão cada vez mais ensimesmadas, esquecendo
o próximo... E a arte é um elemento de redenção, tanto que
o autor consegue criar e rimar a partir de elementos reais e
dolorosos, mas o que mais me impressiona, é o caráter coletivo. www.poesiasdecalliope.blogspot.com


Comentando o poema "A minha vida sem você"

Silvia Cristina 21 disse...

Lindo!!!!Tua sensibilidade me encanta.Parabéns pelo poema.

Comentando o Poema “Baleiro”

Jamile Laiana de Jesus disse:

Eu amei o poema, pois fala das crianças que perdem
sua juventude trabalhando na infância.
laianamili@hotmail.com


Blog de Leandro de Assis
http://www.malungupoeta.blogspot.com
Caros leitores, enfim, enviei meu novo livro para editora. A capa é está da imagem, como vocês já sabem, postei ela anteriormente e a contra-capa selecionei as postagens acima.... agradeço a vocês e espero que não se importem rsrs...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Guerrear pra vencer

Eu vou lutar
Eu vou viver
Vou guerrear
Pra sempre vencer

Um valente a cada dia
A cada dia o seu mal
Vou guerrear pra vencer

O pobre passa todo dia por batalhas
Podes crer, nem precisa ler jornal.
Basta apenas sair de casa
Para ver, o pobre passar mal.

Numa esquina
Um garoto cheira cola
Enquanto a mãe
Pensa que ele está na escola

O que fazer com esses garotos
Que sonham em ser
Quando crescer
Igual a Marcola

Vou falar de Jesus Cristo
Vou falar do Salvador
Grande guerreiro
Inspiração, paz e amor.

sábado, 2 de maio de 2009

TERRA DE ÍNDIO


Coisa boa já foi viver aqui
Quando a terra era de índio
Com muito verde pra curtir
Não haviam estradas,
nem mesmo país.

Nossos rios tinham peixes
Nossas árvores davam frutos
Não existiam desmatamentos
Nem vazamentos em oléo-dutos
Hoje, os índio vivem em reservas
E eles lutam para preservá-las
Contra aquele que as invadem
Com intensão de desmatá-las

Mas o índio não dá mole
Ela luta e com razão
Enfrentando o invasor
Seja com armas ou facão

É por isso que hoje em dia
Criou-se o seguinte jargão
"Tal lugar é terra de índio
É melhor não ir lá não".

A quinhentos anos foi mais fácil
Quando o homem branco chegou aqui
Fazendo os índios de escravos
E matando os que tentaram resistir.
Mas hoje é tudo diferente
Pois quiser que tente
Invadir a terra de índio
Ele estará te esperando
Todo armado até os dentes

Ainda assim não há lugar
Melhor do que terra de índio
Há muito verde e puro ar
Não é preciso condôminio.
Mas isso não é pra qualquer um
É pra quem sabe preservar
O melhor que se tem a fazer
É deixar os índios lá
Vivendo bem com a natureza
Pois entende que é o seu lar.